sexta-feira, 27 de novembro de 2015

2º Arrasta Cordel






Nosso folder frente e verso.



Na sexta 20, a abertura do Arrasta foi na sede da Acaccil - Academia Caruaruense de Cultura Ciências e Letras. 

O presidente da Academia de Cordel, Olegário Fernandes, abre a reunião.

Em seguida forma a mesa com acadêmicos da Acaccil.


Malude, presidenta da Acaccil fala aos presentes.

Na sequência tivemos a 1ª palestra.
20h - Palestra. Cordel, Brasil/Portugal.

                   Palestrante – Hérlon Cavalcanti: Caruaru-PE
HÉRLON

Poeta cordelista, escritor e jornalista. Trabalhou na Secretaria de Cultura de Pernambuco. É Radialista na Rádio Cultura do Nordeste. Membro da Acaccil. Membro fundador da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, e criador do Projeto “Cordel nas Escolas”, na Rede de Ensino municipal de Caruaru. Palestrante em várias cidades de Pernambuco e em Estados vizinhos. Foi o primeiro Caruaruense a ser homenageado em Portugal no encontro realizado esse ano sobre Caruaru.






Após a palestra, o poeta Paulo Pereira declamou poesias.

E em seguida o grupo Rasga Mortalha fechou com "chave de ouro".





Em seguida, os poetas Higino, de Taquaritinga e Klebson, de Casinhas, que tinham acabado de chegar, já foram ajudando a montar a estrutura, Val Tabosa, poeta de casa, já estava por lá também. Nossos agradecimentos.




Das 9 às 10:30 horas, o pessoal ia chegando batendo um papo e curtindo a Feira do Cordel. Momento para se rever e conhecer tantos outros.

Suzete e Rayana

Valdez Soares e Val Tabosa, dando um bom andamento no Festival.

Poeta Jailton Pereira e as poetisas Jayane Santos e Nayara Márcia.

Poeta Paulo Pereira sempre declamando seus versos.

Poetas Higino de Souza, Carlos Soares e Valdez.

Valdez Soares, Carlos Soares, Val Tabosa, Klebson Oliveira e Higino.

A confraternização continua, autores trocando informações.

Rayana, Nayara, Conceição, Nelson e Suzete.

Mais uma vez Paulo Pereira declamando.

Jénerson Alves, Nelson Lima e Sebá.

                                               Rayana, Nayara, Jayane, Nelson e Suzete.


10h e 30m – Palestra –Projeto de Leitura, envolvendo o cordel.
Palestrante: Cristiana Henrique. Gravatá-PE
CRISTIANA
Educadora na Empresa Instituto Jardim da Criança, em Gravaté-PE.
Cursou pedagogia na Instituição de Ensino UVA – Universidade Estadual Vale do Acaraú, turma de 2012.
Em suas ações como educadora, sempre valoriza a cultura nordestina, e o cordel está sempre nos seus Projetos de leitura. Experiência em sala de aula oportunizando a criançada a escreverem seus próprios cordéis.




Durante a palestra Cristiana apresentou Maria Júlia, uma de suas várias alunas. Júlia lançou e leu cordel de sua autoria.


O jornalista Thomás Alves da TV Jornal entrevistando Júlia.


A TV Jornal fez uma boa cobertura.




video

O jornalista e poeta Jénerson Alves entrevistando Cristiana. Os detalhes dessa entrevista segue abaixo.



Cordel incentiva a leitura e revela talentos
Quem disse que cordel é coisa apenas para adulto? A professora Cristiana Henrique, de Gravatá-PE, mostrou que a literatura popular pode, sim, ser uma ferramenta importantíssima para estimular as crianças a conhecer o universo da leitura e da produção de texto. Seja na Educação Infantil ou nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o cordel pode se tornar um instrumento poderoso e encantador, despertando nos pequenos o gosto pela arte.

“Inicialmente, inserir o cordel em sala de aula é um desafio, pois o cordel não é tão reconhecido como deveria ser, mas é um gênero textual de grande valor”, destacou a professora. Ela foi uma das palestrantes do II Festival Literário Arrasta Cordel (Flac), ocorrido em Caruaru nos dias 20 e 21 de novembro de 2015. Na ocasião, ela compartilhou a experiência de um projeto de leitura que realizou no ano passado, em uma escola particular de Gravatá. Ela ainda frisou que o professor também pode realizar um trabalho diferenciado, paralelamente aos ofícios regulares. “É possível, adaptando a cada realidade, otimizar o ensinando, tornando-o mais prazeroso, e também ajuda a resgatar a cultura do cordel”.

A garota Júlia Maria, de 9 anos, participou da palestra. Ela foi aluna da professora no ano passado, quando da realização do projeto realizado por Cristiana. Até hoje a menina continua escrevendo livretos, inclusive digitando-os e comercializando-os. “Eu me encantei através da professora Cristiana. Achei muito legal esse negócio de ler e escrever. Eu gosto de fazer outras coisas, como brincar e assistir televisão, mas gosto mais do cordel, pois ele me faz ocupar a mente de maneira muito criativa”, testificou a menina.

                                                                                       Jénerson Alves - poeta e jornalista.



Meio dia teve o tradicional almoço bancado pelo evento, para 31 pessoas.





O cordelista e membro da nossa Academia, Val Tabosa, ajudou nas apresentações e também declamou.



13h  – Mesa Redonda: Métrica – Entre o erudito e o popular.

Mediador: Jénerson Alves. Caruaru-PE
Debatedor: Gilvano Vasconcelos. Caruaru-PE
Articulador: Carlos Soares. Cupira-PE






Jénerson e Gilvano recebem certificado de participação do coordenador do Arrasta - Nelson Lima

O valor da métrica é discutido em mesa redonda
Há, na poesia popular, uma série de exigências, a exemplo da disposição de rimas e do formato das estrofes. Todavia, o elemento que mais chama a atenção do público e dos próprios autores é a métrica. A quantidade de sílabas poéticas presente em cada verso é motivo de discussões e debates, seja no ambiente acadêmico ou em meio às conversas informais dos poetas. Por causa disso, o tema 'Métrica: do erudito ao popular' foi discutido durante o II Flac, em uma mesa redonda formada pelo professor universitário Gilvano Vasconcelos e pelo cordelista Carlos Soares, de Cupira-PE, com a mediação do poeta e jornalista Jénerson Alves.
Em meio ao debate, o professor Gilvano foi categórico: “A métrica é a essência da poesia popular, pois gera o ritmo que ajuda na memorização e caracteriza a poesia”. Ele também salientou que a maior parte da poesia erudita bebeu da fonte popular, com raras exceções, a exemplo do soneto.
O professor complementou que a poesia popular tem uma ligação “imensurável” com a cultura ibérica. “O romanceiro espanhol influenciou as poesias do trovadorismo português tem origem popular, composto por jograis na Idade Média, com homens que saíam de cidade em cidade, decantando seus versos. Os trovadores alegravam a realeza, mas no jogral o público era o povo. A poesia se desenvolveu mais com os jograis do que com os trovadores”, comentou.
Questionado acerca do fato de alguns poetas populares “derraparem” na métrica e aceitar estrofes com variações silábicas, o professor observou que essa prática não pode ser compreendida apenas como um erro, mas pode ter raízes mais profundas. “O português, segundo Marcos Bagno, é filho do galego, não do latim. Por isso, a influência da cultura e da língua espanhola na língua portuguesa é muito grande, como Ariano Suassuna falava. Quando eu estudei Castro Alves, vi que ele foi muito influenciado por um poeta espanhol e percebi que o decassílabo em espanhol, quando traduzido para o português, fica com onze sílabas. Quando os poetas fazem uma variação das sílabas poéticas, isso é uma herança da língua espanhola”, observou.
Além da abordagem sobre a métrica, os temas que fazem parte do cordel também foram motivos de análise. O poeta Carlos Soares destacou a criticidade como um aspecto importante na lira dos cordelistas. “A temática do cordel sempre é voltada para a crítica. Os cordelistas costumam apresentar criticidade nos poemas, apresentando novos temas da sociedade, com um poder de esclarecimento”, disse. De acordo com ele, o público do cordel é exigente, e consegue diferenciar um trabalho realizado com qualidade de outro com virtude duvidosa.
Ademais, o professor Gilvano destacou que a criticidade imiscui-se até mesmo nos folhetos que, aparentemente, tratam de temas simples. “Quando um cordelista escreve sobre o corno, o bêbado ou a prostituta, por exemplo, ele não está apenas fazendo uma obra de humor. Ele está lançando luzes sobre o cotidiano, o que gera reflexões acerca do contexto que o envolve”, disse.
Ele também salientou a relevância que há na realização de eventos do naipe do II Flac. “A cultura de massa está muito presa ao panóptico, ao controle, enquanto a poesia popular está ligada à resistência. A cultura de massa está entre a popular e a erudita. É muito fácil montar um espetáculo de cultura de massa, mas é muito difícil fazer um evento popular feito esse. Portanto, parabenizo os organizadores”, comentou.

                                                                                          Jénerson Alves - poeta e jornalista



Intercalando as palestras tivemos as atividades artísticas com declamadores.
Higino de Souza é produtor, ator e cordelista, veio de Taquaritinga do Norte, e relançou sua coleção de 20 cordéis.




Higino nos presenteou com o cordel sobre o Arrasta, confira:

Foi assim o Arrasta Cordel 
I
No ano de 2014
Uma lenda encontrei
Num festival de teatro
Nelson Lima Eu achei
Essa figura importante
Um produtor atuante
Um amigo que ganhei.

ll
Foi para Caruaru
Com um troféu na mão
Premiado vim pra casa
Prosseguir com a missão
De dizer besteira ao povo
Pra eles rirem de novo
Dessa minha invenção.

III
Papo vai e papo vem
Mestre Beto me falou
Sim Roberto Celestino
Que muito me ensinou
Falou Arrasta Cordel
Vou fazer o meu papel
Assim o mestre contou

IV
E eu descobri ainda
O que logo vou contar
Mestre Nelson organizou
Esse evento sem par
Sendo artista completo
De uma talento seleto
Digo sem medo de errar

V
Se Beto iria pra lá
Eu comecei a pensar
Se teve em 2014
Em 2015 terá
Então vai ser minha vez
De ver Nelson outra vez
De ali eu me amostrar.

VI
Então chegou 2015
E o arrasta chegou
Eu falei com Mestre Nelson
Que Também me convidou
A participar do evento
Eu confirmei no momento
Que ele pra mim falou.

VII
Higino será um prazer
Você de novo encontrar
Entretanto não podemos
Cachê a ninguém pagar
Sendo assim só a passagem
O almoço e camaradagem
A você posso entregar

VIII
Deixe disso meu querido
Nem queira se preocupar
O prazer será só meu
Do senhor eu encontrar
Se prepare para rir
Pois eu estarei aí
Brincando de versejar

IX
Então chegou o dia
De ir me apresentar
Foi lá sexta de manhã
Ninguém consegui achar
Mas achei um grande mestre
Um grande cabra da peste
O mestre Mamusebá.

X
Voltei para casa e então
No sábado eu fui lá
Cheguei em Caruaru
E fui me apresentar
E uma galera linda
Tive a sorte ainda
Ainda de encontrar.

XI
Encontrei com mestre Nelson,
Com Cristiana Também
Palestrante arretada
Que explanou muito bem
O cordel e o ensino
Encantou sem desatino
Melhor que ela ninguém .

XII
Encontrei ainda um cabra
Do qual tenho admiração
Falo, Kleberson de Casinhas
Um poeta de torar
Que um dia ainda quero
outra vez bater um lero
E com ele pelejar

XIII
Também vi uma pessoa
Que quase me faz chorar
Uma grande poetisa
Que começou a rimar
Com uma pequena idade
Eu digo que é verdade
É Julia De Gravatá.

XIV
Também vi mestre Carlinhos
Que no dia conheci
Com o qual bati um papo
Que nunca me esqueci
Esse cabra arretado
É também gabaritado
Um dos grande que já ví

XV
Antigamente só homem
Se atrevia a rimar
Hoje não é mais assim
O por que vou explicar
Teve muita poetisa
De uma rimar precisa
Pode sim acreditar.

XVI
Todo vício é com "C"
Pode até reparar
O cigarro a coca-cola
A cachaça vá pra lá
O cordel não é diferente
Eu digo pra toda gente
Isso posso afirmar

XVII
Foi o que aconteceu
Com Merielly e Gisely
Poetisas arretadas
Com isso a flor da pele
Pois vieram de Panelas
O meu abraço pra elas
Que da cultura sempre zele.

XVIII
Também não posso esquecer
De uma grande professor
Esse é mestre Gilvano
Um grande dissertador
De um saber que é gigante
Melhor que refrigerante.
Um grande conhecedor.

XIX
A tarde logo chegou
Começou a apresentação
Muita gente estava lá
E tocaram o coração
Eu também me apresentei
Disso não me esquecerei
E levo a recordação.

XX
Depois Susana Morais
Uma pessoa arretada
Ministrou uma palestra
Que foi boa e animada
Saí com conhecimento
Eu digo neste momento
Que topo qualquer parada

XXI
O Arrasta estava acabando
Mas deu tempo eu achar
O grane Jenerson Alves
Um poeta singular
E um cabra muito bom
Versador de todo tom
Digo sem medo de errar.

XXII
Muita gente encontrei
De quem não posso esquecer
Se eu não citei seu nome
Em outra você vai ver
Farei uma citação
Te levo no coração
Nisso você pode crer.

XXIII
O Arrasta terminou
Com uma banda tocando
O forro era pegado
Todo mundo se animando
O povo ficou feliz
Como todo mundo quis
E hoje estou recordando

XXIV
Vou terminar por aqui
Pra grande isso não ficar
Se um dia pela via
A gente se encontrar
vá preparando o cordel
Esse milagre o céu
Pra comigo versejar

Higino Sousa 06 de dezembro de 205

Nosso muito obrigado ao poeta e ator Higino.


Em seguida a poetisa e escritora Nayara Márcia acompanhada do violonista Luiz Ribeiro.




Klebson Oliveira, mais uma vez conosco, poeta de Casinhas e também radialista.


"Atendendo o convite do poeta Nelson Lima, organizador do evento, participei mais uma vez do evento, em companhia de Ivone Rodrigues e Gilberta Miranda. O Flac começa a se consolidar, principalmente, como referência junto aos jovens poetas e declamadores de Pernambuco, proporcionando a revelação de novos talentos, encontros e trocas de experiências, além de contribuir para divulgar cada vez mais a poesia popular", comentou Klebson Oliveira. Confira vídeo de sua apresentação..



O estiloso poeta Jailton Pereira, também deu sua parcela de contribuição declamando.


Entre outras revelações, tivemos as poetisas declamadoras Merielly Amorim e Gisele Maria, vindas de Panelas, trazidas pelo professor e cordelista Carlos Soares e sua esposa.







14h e 30 - Palestra: A temática infanto juvenil nos cordéis
Palestrante: Suzana Morais. Recife-PE

SUZANA
 Estudou História na Instituição de ensino FFPNM-UPE
Contadora de história e cordelista na empresa Literatura de Cordel – Recife.

Gosta de contar histórias, gosta de encantar e se encantar, gosta de viver e escrever as histórias. 





Suzana recebendo certificado de participação do coordenador do Arrasta - Nelson Lima

“O público infantil é o mais crítico”. Essas palavras foram ditas pela poetisa Suzana Morais, durante a palestra 'A temática infanto juvenil nos cordéis', ministrada no II Flac. Durante a ocasião, a cordelista apresentou elementos que devem ser levados em consideração no momento de concepção dos livretos que têm as crianças como público-alvo.
Um dos aspectos abordados por ela foi a produção das estrofes. De acordo com Morais, as quadras são o melhor estilo para os livros infantis, mas ainda podem ser utilizadas sextilhas ou septilhas. “A objetividade deve ser colocada como alvo pelo cordelista”, pontuou.
Ela destacou que a criatividade é um elemento fundamental para despertar a atenção das crianças, por meio da inserção de elementos cênicos e/ou musicais durante a declamação, facilitando que os pequenos compreendam a narrativa.
Segundo a cordelista, a diagramação também deve ser enfatizada durante o processo. “Ao invés de xilogravuras rústicas, podem ser feitas gravuras com traços simples, que são melhor assimiladas. Também é bom lembrar que a ilustração precisa contar a história, em harmonia com o texto”, ressaltou Morais.
Ela também testificou que lidar com o público infantil é uma atividade bastante prazerosa. “O mundo da leitura é mais facilmente habitado por crianças do que por adultos”, completou, salientando o papel social do cordelista diante da formação de novos 
                                                                       
                                                                                    Jénerson Alves - poeta e jornalista



Autoridades prestigiam o II Flac
O vereador de Caruaru Jaelcio Tenório (PRB) marcou presença no II Flac. Líder do governo na Casa Jornalista José Carlos Florêncio, Tenório se destaca por valorizar as manifestações culturais da cidade. “O cordel, o pífano, o mamulengo, o forró, o barro. Tudo isso são construções criativas do imaginário caruaruense, manifestações que devem ser elevadas e valorizadas, tanto pelo povo quanto pelo poder público”, afirmou.
Além dele, a diretora de Ações Culturais da Fundação de Cultura de Caruaru, Edileuza Portela, também marcou presença no evento. Além de diretora, Portela é poetisa e destaca a força e o empenho dos poetas para realizar o festival. “Outros eventos desta natureza devem ser realizados em Caruaru. Vamos valorizar nossos poetas, pintores, cantores e músicos”, declarou.




O eterno incentivador da cultura caruaruense, Valdez Soares, um dos realizadores do Arrasta, deu seu pronunciamento.

O pessoal da Banda Florrasteirada cidade de Catende foi chegando pela tarde e curtindo o ambiente cultural do Polo Cultural da Estação Ferroviária.







Em seguida a BANDA FLORRASTEIRA , abrilhantou a tarde com um forró autêntico, garotos talentosos a serviço da boa música.




16h– Palestra: Cordel – Instrumento para uma educação temática.
Palestrante: Edson Francisco. Gravatá-PE

Edson Francisco é poeta, professor, contador de causos e declamador. Pesquisador de literatura popular é especialista na História do cordel, já publicou diversos cordéis entre eles: A discussão do Jumento com a moto, Gangaceiro gay, quando o pobre vai à praia. Seus versos são sempre carregados de humor.




Edson recebendo certificado de participação do coordenador do Arrasta - Nelson Lima

O cordel tem de entrar na escola para o letramento”, diz Edson Francisco
Fechando o ciclo de palestras do II Flac, o cordelista Edson Francisco, de Gravatá-PE, lançou reflexões sobre a utilização do cordel em sala de aula.
Em sua fala, o autor destacou que o cordel deve ser entendido como um instrumento, ou seja, uma ferramenta que facilite o trabalho docente. Assim sendo, as oficinas e projetos desenvolvidos nos educandários, para Francisco, não deve enfatizar a formação de novos poetas, mas sim de leitores que desenvolvam o olhar crítico diante da sociedade. “A escola não precisa de ninguém que ensine cordel. O cordel tem de entrar na escola para o letramento. Muitos professores querem que o cordelista chegue na escola e ensine os alunos a fazerem versos. O poeta nasce a partir da leitura e da sensibilidade”, observou.
De acordo com o autor, o cordel pode ser uma forma de abordar diversos assuntos, inclusive os mais polêmicos, de maneira leve e descontraída. “Neste mundo difícil, onde as pessoas fogem da leitura, o cordel é cada vez mais aceito. O cordel não precisa de capas bonitas, mas de ideias sugestivas”, disse, também destacando o valor da xilogravura enquanto arte figurativa que amplifica a narrativa do miolo do livreto. “A história do cordel é infinita, sem limites. Levar o cordel para a sala de aula é deixar o aluno com a possibilidade de fazer inúmeras leituras”, concluiu.

Jénerson Alves - poeta e jornalista



Queremos registrar aqui nossos agradecimentos ao Sistema Jornal do Comércio, Rádio e TV, e também a Rádio Cultura do Nordeste, pelo apoio na divulgação com entrevistas.

A comissão do evento na Rádio Cultura: Jénerson, Val e Nelson.


Aqui na Rádio e TV Jornal: Walmiré, Valdez, Nelson e Jénerson.









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